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LEANDRO DOTTIMAÇONARIA · CONSCIÊNCIA · AUTORIA
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01 / DESCOBERTA DO ESTUDO

Uma tradição que
despertou em mim
a vontade de aprender.

Minha caminhada maçônica começou em 2010, no Rito Moderno. Eu me dedicava a estudar os símbolos, suas origens e as diferentes interpretações que haviam recebido ao longo do tempo. Encontrava nos livros, nas sessões e nas conversas com outros Irmãos um universo que parecia sempre oferecer algo novo.

Esse entusiasmo me levou a pesquisar, comparar ideias e ampliar minhas referências. O estudo passou a ocupar um lugar importante na minha vida. Mas, depois de alguns anos, saber explicar o que eu via no Templo deixou de responder a tudo o que eu procurava.

Uma inquietação ganhou espaço: como aquele conhecimento se relacionava com o homem que eu era nas situações comuns, longe das sessões e dos discursos?

02 / A MUDANÇA DE OLHAR

Nem toda etapa
foi de entusiasmo.
E isso também
me ensinou.

Houve momentos de frustração e de dúvida sobre a continuidade da minha caminhada. A experiência nem sempre correspondia à imagem de Maçonaria que eu havia construído a partir das leituras.

Aos poucos, precisei reconhecer minha participação nessa distância. Eu esperava encontrar uma instituição à altura de um ideal, mas ainda precisava aprender a observar as pessoas, os contextos e as contradições da vida real, inclusive as minhas.

Voltar às fontes e investigar com mais cuidado tornou-se uma maneira de rever minhas expectativas. Passei a prestar mais atenção à finalidade do que vivenciava e ao trabalho que cabia a mim, sem esperar que a participação em um rito resolvesse aquilo que eu não estava disposto a enfrentar.

03 / O QUE LEVO PARA A VIDA

O estudo ganhou
outra medida.

Não vejo essa caminhada como prova de uma transformação concluída. Vejo nela oportunidades de reconhecer meus limites e continuar trabalhando sobre eles.

01

Mais responsabilidade
com o que afirmo.

Compartilhar conhecimento me ensinou a conferir fontes, confrontar interpretações e reconhecer quando uma resposta ainda precisava de estudo.

02

Mais perguntas
sobre a minha conduta.

A reflexão passou a incluir minhas reações, minhas certezas e a distância entre os valores que defendo e as escolhas que faço.

03

Um compromisso
que começa em casa.

Minha família me lembra por que vale a pena evoluir. A paciência, a escuta e a capacidade de reconhecer um erro são exercícios que continuam na convivência diária.

04 / QUEM CAMINHA COMIGO

Antes dos símbolos,
vieram as pessoas.

Os valores que levo para a Maçonaria começaram a ser formados muito antes dela. Com minha mãe, aprendi sobre caráter, respeito e responsabilidade.

Minha esposa é a nossa fortaleza. É quem nos encoraja a seguir em frente e ajuda nossa família a enxergar possibilidades mesmo nos momentos difíceis. Tem uma visão ampla da vida, uma sensibilidade para perceber o que muitas vezes nos escapa e uma força que nos inspira a crescer.

Uma mãe extraordinária e uma companheira que admiro profundamente, ela participa de quem somos todos os dias. Grande parte do homem que me tornei tem a presença dela: na maneira como aprendi a olhar a vida, a cuidar da nossa família e a reconhecer o que realmente importa. Sua importância na minha caminhada vai muito além de apoiar meus estudos ou compreender minhas ausências. Ela é parte da minha formação como pessoa e da vida que construímos juntos.

Meus filhos dão uma razão muito concreta ao meu desejo de continuar aprendendo. Ao lado deles e da minha esposa, esse desejo encontra seu sentido mais profundo.

É perto deles que minhas intenções encontram a realidade. O modo como escuto, lido com o cansaço ou admito uma falha diz mais sobre meu esforço de aperfeiçoamento do que qualquer explicação que eu possa oferecer.

Continuo estudando porque ainda há muito a compreender. E continuo perguntando porque não quero confundir o conhecimento que acumulei com o trabalho que ainda preciso fazer.

05 / PAPO MAÇOM

Uma busca pessoal
que se abriu
à conversa.

Em abril de 2019, comecei a publicar no Papo Maçom. Queria levar a conversa para além das Lojas que eu conseguia visitar e encontrar outras experiências de viver e pensar a Maçonaria.

As trocas com Irmãos de diferentes lugares, ritos e Obediências ampliaram minhas referências. Também me trouxeram uma responsabilidade maior com aquilo que eu dizia em público: estudar melhor, aceitar correções e não tratar minha perspectiva como a única possível.

É esse espírito que desejo manter aqui: uma conversa aberta sobre Maçonaria, consciência e vida cotidiana.

PARA CONTINUAR A CONVERSA

Perguntas que
seguem comigo.

Todas as reflexões

DIÁLOGO E ENCONTRO

Essa caminhada também
se faz em conversa.

Fale comigo

LEANDRO DOTTI · MINHA CAMINHADA MAÇÔNICA

Estudar os símbolos.
Questionar a mim mesmo.
Aprender a viver.

Sou Leandro Dotti. Minha história na Maçonaria é também a história das perguntas que aprendi a fazer sobre mim.

Comecei buscando conhecimento. Com o tempo, percebi que compreender uma tradição só fazia sentido se eu também estivesse disposto a examinar minhas atitudes.

Retrato de Leandro Dotti

O aprendizado que mais me importa
é aquele que encontra lugar na vida.